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Revisto por: Félix Lete, Departamento de Produção

Tipos de embalagem: primária, secundária e terciária

O que é a embalagem primária, secundária e terciária, exemplos na alimentação e que máquinas intervêm em cada nível de uma linha de embalagem.

Linha de embalagem completa da YM Packaging: balança multicabeças, embaladora vertical, detetor de metais, encaixotadora, fechadora de caixas e palete

Existem três tipos de embalagem segundo a sua função: a embalagem primária está em contacto direto com o produto, a embalagem secundária agrupa várias unidades de venda e a embalagem terciária prepara a mercadoria para o transporte. Juntas formam o sistema de embalagem primária, secundária e terciária que sai de cada linha de embalagem.

Os fornecedores de caixas e de logística costumam explicá-lo a partir do material. Aqui explicamo-lo a partir da máquina: que equipamento forma, enche e fecha cada tipo de embalagem numa linha real, da embaladora ao paletizador, com exemplos da indústria alimentar.

Esquema dos tipos de embalagem: a embalagem primária (saco) vai dentro da secundária (caixa), e as caixas formam a terciária (palete com filme)

Embalagem primária

A embalagem primária é a que toca o produto. Contém-no, protege-o do ar, da humidade ou da luz, leva a informação para o consumidor (marca, ingredientes, lote, data de consumo) e é a unidade que se compra e se abre em casa. Por isso é o tipo de embalagem que mais condiciona a validade do produto e a imagem da marca.

Exemplos de embalagem primária na alimentação:

  • Saco doypack com zipper para café, frutos secos ou petfood.
  • Saqueta ou stick monodose de açúcar, sal, molhos ou suplementos.
  • Saco almofada ou de fundo plano para snacks, leguminosas ou congelados.
  • Flowpack para pastelaria, barras ou peças soltas.
  • Frasco, garrafa ou jerricã para especiarias, proteína em pó ou líquidos.
  • Saco de grande formato para farinhas ou rações.

Embalagens primárias: stick, saco doypack e saco de fundo plano de granola

Que máquinas fazem a embalagem primária. É o trabalho da embaladora, que forma ou recolhe a embalagem, enche-a com a dose exata e fecha-a:

À frente da embaladora vai o doseador: uma balança multicabeças para sólidos e granulados, um sem-fim para pós ou uma bomba para líquidos. Todos estes equipamentos formam as nossas máquinas de embalagem primária.

Embalagem secundária

A embalagem secundária agrupa várias embalagens primárias numa unidade maior: uma caixa de cartão, um tabuleiro, um multipack ou uma caixa expositora que vai diretamente para a prateleira do supermercado. Protege as embalagens durante a distribuição, facilita contá-las e repô-las e muitas vezes serve também para comunicar a marca no ponto de venda.

Exemplos de embalagem secundária:

  • Caixa de cartão com 12 sacos doypack de café.
  • Caixa expositora com 50 sticks de açúcar para a restauração.
  • Tabuleiro com vários sacos de snacks.
  • Caixa com saco interior para produto a granel, como frutos secos ou congelados.

Formadora de caixas F2 da YM Packaging, máquina da embalagem secundária

Que máquinas fazem a embalagem secundária. São as máquinas de encaixotamento, que trabalham logo a seguir à embaladora:

  • O controlo de qualidade vem antes do encaixotamento: o detetor de metais e a controladora de peso rejeitam as embalagens que não cumprem.
  • A formadora de caixas F2 forma e fecha caixas americanas de forma automática, até 12 caixas por minuto, com um carregador de 80 cartões.
  • A inseridora de sacos IB forma a partir da bobina um saco à medida da caixa e coloca-o sem rugas, para produto a granel.
  • A fechadora de caixas automática dobra as abas e fecha a caixa por cima e por baixo, até 25 caixas por minuto.

Estes equipamentos formam as nossas máquinas de embalagem secundária, a ponte entre a embaladora e a palete.

Embalagem terciária ou de transporte

A embalagem terciária, também chamada embalagem de transporte, agrupa as caixas ou os packs numa unidade de carga que se move com empilhador, se carrega no camião e se guarda no armazém. O mais habitual é a palete, sobretudo a europeia de 1200 × 800 mm, com as caixas num mosaico estável, estabilizadas com filme estirável, cintas ou cantoneiras, e com uma etiqueta logística que identifica a carga e permite segui-la.

Palete de caixas de cartão envolvida em filme estirável, levantada por um empilhador num armazém: embalagem terciária

Exemplos de embalagem terciária:

  • Palete de caixas de café envolvida em filme estirável.
  • Palete de sacos de farinha ou ração.
  • Palete mista com caixas de várias referências para o mesmo cliente.

Paletizador cartesiano da YM Packaging, máquina da embalagem terciária

Que máquinas fazem a embalagem terciária. As de paletização, no fim da linha:

Depois, a palete é estabilizada com filme e etiquetada antes de sair da fábrica.

Tabela comparativa dos tipos de embalagem

Tipo de embalagem Função Exemplos Máquina YM
Primária Contém e protege o produto; informa o consumidor Doypack, saqueta, stick, flowpack, frasco, saco Embaladoras verticais, horizontais e flowpack; enchedoras; balanças
Secundária Agrupa unidades de venda; protege-as na distribuição Caixa de cartão, caixa expositora, tabuleiro, multipack Formadora de caixas, inseridora de sacos, fechadora, controladora de peso
Terciária (transporte) Forma a unidade de carga para transporte e armazém Palete com filme estirável e etiqueta logística Paletizador cartesiano, robô antropomórfico, cobot

Como escolher a embalagem segundo o produto

O tipo de produto decide a embalagem primária e a forma de o dosear; o canal de venda decide sobretudo a secundária e a terciária.

  • Pós (farinha, café moído, proteína, leite em pó): precisam de uma embalagem estanque e com barreira, como o saco de fundo plano, o doypack com zipper, o stick ou o frasco. Doseiam-se com sem-fim, que mede o volume com precisão e controla o pó.
  • Granulados e sólidos (snacks, frutos secos, leguminosas, rebuçados): saco almofada, doypack ou flowpack, com balança multicabeças. Se o produto é frágil, convém que caia de pouca altura.
  • Líquidos e semilíquidos (molhos, óleos, detergentes): doypack com tampa, saqueta, garrafa ou jerricã, com bomba doseadora e um fecho sem fugas.
  • Frescos e congelados: a embalagem a vácuo prolonga a validade dos frescos, como na embaladora rotativa EPRV; os congelados e o gelo vão em sacos de filme próprio para o frio, almofada ou fundo plano. Veja o exemplo da linha de embalagem de gelo.

Na embalagem secundária e terciária manda o destino: uma caixa expositora para a prateleira de um supermercado, caixas maiores para a indústria ou a restauração, e paletes completas ou mistas conforme a encomenda. Para ver como os três níveis se integram numa só instalação, consulte a linha completa chave na mão ou fale-nos do seu produto e propomos-lhe a linha.

Perguntas frequentes

A que se chama embalagem primária?

É a embalagem em contacto direto com o produto, a que o consumidor compra e abre, como um saco doypack, uma saqueta, um frasco ou um flowpack. Também se chama embalagem de venda.

O que é a embalagem terciária ou de transporte?

É a que agrupa as caixas ou packs numa unidade de carga, normalmente uma palete estabilizada com filme estirável e com a sua etiqueta logística, para a transportar e armazenar com empilhador.

O que é a embalagem industrial?

É o conjunto de embalagens usadas na indústria para proteger, agrupar e transportar a mercadoria, sobretudo a embalagem secundária (caixas, tabuleiros) e a terciária (paletes). É formada e fechada pelas máquinas de encaixotamento e paletização no fim da linha.

Para que serve a embalagem?

Para proteger e conservar o produto, informar o consumidor, agrupar unidades para venda e manuseamento, e transportar e armazenar a mercadoria sem danos nem perdas.

Que máquinas intervêm em cada tipo de embalagem?

Na primária, as embaladoras verticais, horizontais e flowpack e as enchedoras. Na secundária, a formadora de caixas, a inseridora de sacos, a fechadora de caixas e a controladora de peso. Na terciária, os paletizadores cartesianos, os robôs antropomórficos e os cobots.

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