Existem três tipos de embalagem segundo a sua função: a embalagem primária está em contacto direto com o produto, a embalagem secundária agrupa várias unidades de venda e a embalagem terciária prepara a mercadoria para o transporte. Juntas formam o sistema de embalagem primária, secundária e terciária que sai de cada linha de embalagem.
Os fornecedores de caixas e de logística costumam explicá-lo a partir do material. Aqui explicamo-lo a partir da máquina: que equipamento forma, enche e fecha cada tipo de embalagem numa linha real, da embaladora ao paletizador, com exemplos da indústria alimentar.

Embalagem primária
A embalagem primária é a que toca o produto. Contém-no, protege-o do ar, da humidade ou da luz, leva a informação para o consumidor (marca, ingredientes, lote, data de consumo) e é a unidade que se compra e se abre em casa. Por isso é o tipo de embalagem que mais condiciona a validade do produto e a imagem da marca.
Exemplos de embalagem primária na alimentação:
- Saco doypack com zipper para café, frutos secos ou petfood.
- Saqueta ou stick monodose de açúcar, sal, molhos ou suplementos.
- Saco almofada ou de fundo plano para snacks, leguminosas ou congelados.
- Flowpack para pastelaria, barras ou peças soltas.
- Frasco, garrafa ou jerricã para especiarias, proteína em pó ou líquidos.
- Saco de grande formato para farinhas ou rações.

Que máquinas fazem a embalagem primária. É o trabalho da embaladora, que forma ou recolhe a embalagem, enche-a com a dose exata e fecha-a:
- As embaladoras verticais formam sacos almofada, de fundo plano, saquetas e sticks a partir da bobina.
- As embaladoras horizontais fazem ou enchem saquetas pré-formadas, como o saco doypack com zipper ou tampa.
- As embaladoras flowpack envolvem cada peça num saco almofada horizontal.
- As enchedoras de frascos enchem e fecham frascos, garrafas e jerricãs.
À frente da embaladora vai o doseador: uma balança multicabeças para sólidos e granulados, um sem-fim para pós ou uma bomba para líquidos. Todos estes equipamentos formam as nossas máquinas de embalagem primária.
Embalagem secundária
A embalagem secundária agrupa várias embalagens primárias numa unidade maior: uma caixa de cartão, um tabuleiro, um multipack ou uma caixa expositora que vai diretamente para a prateleira do supermercado. Protege as embalagens durante a distribuição, facilita contá-las e repô-las e muitas vezes serve também para comunicar a marca no ponto de venda.
Exemplos de embalagem secundária:
- Caixa de cartão com 12 sacos doypack de café.
- Caixa expositora com 50 sticks de açúcar para a restauração.
- Tabuleiro com vários sacos de snacks.
- Caixa com saco interior para produto a granel, como frutos secos ou congelados.

Que máquinas fazem a embalagem secundária. São as máquinas de encaixotamento, que trabalham logo a seguir à embaladora:
- O controlo de qualidade vem antes do encaixotamento: o detetor de metais e a controladora de peso rejeitam as embalagens que não cumprem.
- A formadora de caixas F2 forma e fecha caixas americanas de forma automática, até 12 caixas por minuto, com um carregador de 80 cartões.
- A inseridora de sacos IB forma a partir da bobina um saco à medida da caixa e coloca-o sem rugas, para produto a granel.
- A fechadora de caixas automática dobra as abas e fecha a caixa por cima e por baixo, até 25 caixas por minuto.
Estes equipamentos formam as nossas máquinas de embalagem secundária, a ponte entre a embaladora e a palete.
Embalagem terciária ou de transporte
A embalagem terciária, também chamada embalagem de transporte, agrupa as caixas ou os packs numa unidade de carga que se move com empilhador, se carrega no camião e se guarda no armazém. O mais habitual é a palete, sobretudo a europeia de 1200 × 800 mm, com as caixas num mosaico estável, estabilizadas com filme estirável, cintas ou cantoneiras, e com uma etiqueta logística que identifica a carga e permite segui-la.

Exemplos de embalagem terciária:
- Palete de caixas de café envolvida em filme estirável.
- Palete de sacos de farinha ou ração.
- Palete mista com caixas de várias referências para o mesmo cliente.

Que máquinas fazem a embalagem terciária. As de paletização, no fim da linha:
- O paletizador de eixos cartesianos coloca caixas regulares em mosaicos simples, até 10 ciclos por minuto, e ocupa pouco espaço.
- O robô paletizador antropomórfico roda e orienta cada caixa para mosaicos complexos, e também pode despaletizar e misturar referências.
- O robô colaborativo paletiza ao lado dos operadores e pode trabalhar sem jaula fechada, segundo a avaliação de riscos de cada instalação.
Depois, a palete é estabilizada com filme e etiquetada antes de sair da fábrica.
Tabela comparativa dos tipos de embalagem
| Tipo de embalagem | Função | Exemplos | Máquina YM |
|---|---|---|---|
| Primária | Contém e protege o produto; informa o consumidor | Doypack, saqueta, stick, flowpack, frasco, saco | Embaladoras verticais, horizontais e flowpack; enchedoras; balanças |
| Secundária | Agrupa unidades de venda; protege-as na distribuição | Caixa de cartão, caixa expositora, tabuleiro, multipack | Formadora de caixas, inseridora de sacos, fechadora, controladora de peso |
| Terciária (transporte) | Forma a unidade de carga para transporte e armazém | Palete com filme estirável e etiqueta logística | Paletizador cartesiano, robô antropomórfico, cobot |
Como escolher a embalagem segundo o produto
O tipo de produto decide a embalagem primária e a forma de o dosear; o canal de venda decide sobretudo a secundária e a terciária.
- Pós (farinha, café moído, proteína, leite em pó): precisam de uma embalagem estanque e com barreira, como o saco de fundo plano, o doypack com zipper, o stick ou o frasco. Doseiam-se com sem-fim, que mede o volume com precisão e controla o pó.
- Granulados e sólidos (snacks, frutos secos, leguminosas, rebuçados): saco almofada, doypack ou flowpack, com balança multicabeças. Se o produto é frágil, convém que caia de pouca altura.
- Líquidos e semilíquidos (molhos, óleos, detergentes): doypack com tampa, saqueta, garrafa ou jerricã, com bomba doseadora e um fecho sem fugas.
- Frescos e congelados: a embalagem a vácuo prolonga a validade dos frescos, como na embaladora rotativa EPRV; os congelados e o gelo vão em sacos de filme próprio para o frio, almofada ou fundo plano. Veja o exemplo da linha de embalagem de gelo.
Na embalagem secundária e terciária manda o destino: uma caixa expositora para a prateleira de um supermercado, caixas maiores para a indústria ou a restauração, e paletes completas ou mistas conforme a encomenda. Para ver como os três níveis se integram numa só instalação, consulte a linha completa chave na mão ou fale-nos do seu produto e propomos-lhe a linha.
Perguntas frequentes
A que se chama embalagem primária?
É a embalagem em contacto direto com o produto, a que o consumidor compra e abre, como um saco doypack, uma saqueta, um frasco ou um flowpack. Também se chama embalagem de venda.
O que é a embalagem terciária ou de transporte?
É a que agrupa as caixas ou packs numa unidade de carga, normalmente uma palete estabilizada com filme estirável e com a sua etiqueta logística, para a transportar e armazenar com empilhador.
O que é a embalagem industrial?
É o conjunto de embalagens usadas na indústria para proteger, agrupar e transportar a mercadoria, sobretudo a embalagem secundária (caixas, tabuleiros) e a terciária (paletes). É formada e fechada pelas máquinas de encaixotamento e paletização no fim da linha.
Para que serve a embalagem?
Para proteger e conservar o produto, informar o consumidor, agrupar unidades para venda e manuseamento, e transportar e armazenar a mercadoria sem danos nem perdas.
Que máquinas intervêm em cada tipo de embalagem?
Na primária, as embaladoras verticais, horizontais e flowpack e as enchedoras. Na secundária, a formadora de caixas, a inseridora de sacos, a fechadora de caixas e a controladora de peso. Na terciária, os paletizadores cartesianos, os robôs antropomórficos e os cobots.




